sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

“Convosco até num Iglo quentinho!”- A Prova- Parte1

Depois de longos dias de preparação, longas noites de cálculos (com o GPS, certamente…) o primeiro grupo partiu do Porto, logo pela manhãzinha, rumo ao destino para preparar tudo (um ilustre banquete inclusive) para outros dois membros ausentes, em actividades pastorais e tal e mais outros dois, esses, chegariam ainda mais tarde, já para o jantar. Mas por ordem! Foi logo após a missa que um ilustre elemento (digo não digo?!) depois de revelar os seus dotes como “princesa do churrasco”, nos presenteou com mais um ilustre dote (cuidado Nídia, elas andam aí…): de dona de casa (desesperada não é ele eheh). E foi então que decidiu começar por comprar a primeira panela e o primeiro fervedor (há quem diga que já anda a ver o enxoval… vamos esperar para ver).


Quando esses dois se dirigiam para a escola, foram pensando em várias coisas: primeiro, com um sentimento de dever cumprido: temos panela, extensão, chocolates, e um fervedor; depois que estavam atrasadas e ainda que já estava na hora de comer. O que os animava era mesmo a certeza que os esperava um daqueles banquetes lautos. O caminho de ida é particularmente interessante. Passada a civilização, vêem-se montes e mais montes. E eis se não quando a neve… Sim, para além do gelo do chão começa a nevar… que lindo!!! E a caminho eis que se vê uma aldeia fantasma (futuro aldeamento?! Hum… há quem o diga… Uso de Capião e tal) e um centro de hipismo assim todo branco mesmo… não eram cavalos brancos (com aquele frio, quais cavalos..) era mesmo o chão: lindo!!! Esta parte da viagem até é importante porque ia um certo elemento de boca aberta: está a nevar… que lindo “nunca tinha visto!”.
Por volta da uma e meia já estávamos todos reunidos (faltando ainda os tais dois que chegariam mais tarde) e depois de uma missão de reconhecimento, toca a almoçar que já se faz tarde, (massa com bacon, natas… e o resto não se diz: o segredo é alma do negócio… uma boa forma de dizer eheheh) no quarto, pois juntinhos é que se está bem e como está frio… Ah… numa mesa, num espaço feito à medida mesmo… uma mesa que daria muito que falar. Mas aqui já não foi o sentido estético da nossa dona de casa (aquela que falamos à pouco) dizia: “primeiro comer, depois conviver e só depois arrumar!” Logo nos momentos iniciais já se tinha feito o primeiro contacto com o povo nativo, de resto, muito simpático. Pois, tínhamos fervedor, fogão, panela, comida… tudo tudo… mas falta o saco (the famous) e faltava, basicamente, o sal! E Lá se foi pedir o sal. “um bocadinho de sal para a refeição e tal” não é que nos dão um copo cheio! Alguém comentou logo: e que tal pedir um bocadinho de presunto? Ainda nos dão o porco! Ehehe gente simpática, os almofrelos?!
Já bem do estômago foi altura de, vestidos a rigor, com tudo por arrumar e a mesa ainda no mesmo local, por muito que custa-se a certas sensibilidades femininas mais apuradas, ir fazer a primeira caminhada pela neve! Numa viagem muito calma, tivemos oportunidade de tirar fotos muito bonitas, de fazer projectos de onde se faria o presépio deste ano e de conviver com mais alguns nativos. Dizia uma senhora (que diz um elemento, de olhar atento, estar de calças ao contrário, e outro comentar pertinentemente que com frio os pêlos têm a tendência a ser maiores enfim… coisas)… voltando à senhora… Ela dizia: “Nah percebo esta gente… todos correm para a serra da estrela para ver a neve… Uma vez organizamos aqui uma excursão à serra e nah vimos neve nenhuma… só pedras! Nem se podia comer (pihhh) só mosquitos!”. Também ficamos a perceber que o povo de Almofrela aderiu em grande ao Plano Tecnológico do Governo. Não só foram instaladas, pelo menos lá perto, ventoinhas eólicas, como também as pessoas utilizam frigoríficos sem electricidade, ou seja, basta colocar do lado de fora e é uma autêntica arca… com gelo e tudo!


Mas andando e andando, lentamente, como pedida a paisagem e o fumo que saía das chaminés, fomos até ao vale. Foi então o momento que se esperava: um forte nevão, muito suave, branco e tal, sobre a paisagem já carregada de tons claros, mas ainda com uma certa variedade, imposta pelas altas arvores, lá ao longe. Nesta viagem, que vos parece pequena, mas que não foi ainda encontramos vestígios de outras civilizações… A dado momento, deparamo-nos com um soldado russo, vindo das bases nucleares da Sibéria, parecia um pouco perdido, diga-se. Mas para compensar, aparece-nos um esquimó todo sorridente… que foi acolhido num iglo... ate de facto… não era para menos… o frio contrai os músculos! Mas como já foi dito, e só o sabe quem já esteve a apanhar a neve, aquilo é muito bonito e tal, mas molha. E como tínhamos alguns elementos com falta de material de ponta (venham os uniformes) lá regressamos a casa, na feliz e ingénua esperança de encontrar um lar aconchegante, quentinho (pelos aquecedores que lá tínhamos)… mas qual quê.. frio!!! Ponto da situação: um aquecedor a gás que não funcionava, diziam que era da corrente de ar ou do frio (mas os aquecedores ligam-se quando está frio… não percebi agora… bem) e o outro, daqueles a óleo, eléctricos, deitava a luz a baixo… que confusão… e quando se aguentava ligado… só um elemento sentiu, quando estava a comer sentado encostado a ele (“hum… está quente aqui… Porra que me queimei”).

Este ponto agora é muito importante. Para quê levar cancioneiros (papel, nem é ecológico…) se pode levar não um, não dois, não três mas quatro computadores. Sim e lá se procedeu ao primeiro ensaio das vozes 8estavam afinadas… mas falta do licor beirão…). Mas o frio era de raxar, então… mais cobertores para cima e toca a ver um filme: Panda Kungfoo. Novamente todos aconchegados para não se perder o calor que restava e entretanto chegaram mais dois ilustres! E foram muito bem vindos… Para alguns, um deles era como que o messias prometido: “confiança, quando ele chegar arranja isso…” e não é que arranjou mesmo?! É preciso ter fé!!! Terminado o filme, foi momento de voltar às canções enquanto se esperava por umas visitas importantes. Pessoal lá da terra, familiar de um elemento (e futuro de outro) e amigos. Bem, a visita foi muito frutuosa! Desde logo, um deles, lateiro parecia, comeu logo um chocolate branco (que mira) e meteu-se logo com a fera!!! Medo! E como o problema é dar o primeiro passo, o chocolate foi-se (e não foi só um que comeu!). Depois, naquela terra que tem uma capela e onde há capela há um tasco (que não sabíamos que existia) lá fomos até lá! Bem, um local típico, daqueles mesmo típicos! Não há nada como nos sentirmos em casa! “bem, quem passa aqui para este lado do balcão para servir o pessoal? Eu vou para cima, divirtam-se a pipa está ali! Já trago comida”…. E foi a festa total: um arraial! Entre um bom presunto, um bom vinho tinto (daquele que pinta e que faz tombar, mas primeiro cantar e com força), com umas fritas de salpicão, azeitonas, pão caseiro… (não vale a pena babarem-se eheheh) umas músicas e danças durante algumas horas… Ao som de gaita-de-foles, Bandolim, viola, bongós, som das traves da casa e das canecas… enfim… Já há muito que não se ouvia tamanho barulho por aquela terra e nós não víamos tamanha diversão (alguns, admito, talvez começaram a ter alguma dificuldade em ver… mas isso era do sono eh eh eh…) mas cantar também é muito bonito e tal, mas também faz doer a garganta e nada como curar com um bálsamo de Licor Beirão! E para finalizar em grande, um cafezinho feito à lareira numa jarra de barro… bem… bom bom bom! E a água ardente então… hum
Bem… já cansados mas muito animados, toca a voltar para casa, agora quentinha… pois os aquecedores estavam a funcionar para ver um outro filme: Madagáscar 2. Depois de sorrisos, entre frios, apertos, bocejos e alguns momentos de sono, lá nos fomos deitar! Supostamente haveria um elemento que estaria a vigiar os restantes, mas pelos vistos foi o primeiro a adormecer e o último a acordar e quem bem que dormiu… para inveja de alguns, diga-se! Mas a vida é assim…
E na noite estrelada (certamente estaria, apesar de estar o céu nublado) e com o nossa pequena boneca de neve cá fora (sim, tinha saia) chegou a noite à escola de Almofrela, naquele dia, mais tarde o que o habitual, mas certamente das mais alegres que ela já teve o prazer de acolher!

“Convosco até num Iglo quentinho!” -A Prova- Parte 0


Dia 30 de Novembro e 1 de Dezembro, os Amigos do Iglo foram à Escola. Vestidos com o traje oficial, acho que se pode dizer assim com toda a justiça, casacos, luvas, fatos macaco, cachecóis, botas… (pelo menos até alguém tem a brilhante ideia de, sei lá, fazer um uniforme das “Confecções Iglo”… Miguel?… Cláudia?… alguma ideia?!) partimos para o nosso ambiente natal. Por outros palavras, e para ser mais sintético, em três palavras: neve, monte e frio. Esqueci-me de algo? Ah… mais frio e mais neve… Sim, daquela que vem mesmo do céu, que cai portanto, que se vê, que se pode tocar (e sentir os dedos a congelar, então?! deixar de os sentir, pronto), e que faz fugir (é tudo muito bonito e tal mas acaba por molhar…)


O destino desta aventura de fim-de-semana (sem ser de fim-de-semana, completamente) foi uma terra perdida algures no meio de nevoeiro e de monte, Almofrela. (Almo… quê?) Almofrela, uma pequena povoação no meio da Serra da Aboboreira (é só nomes criativos), lá para os lados de Baião (?!) Sim, Baião… para se orientarem: é logo a seguir a S. Martinho de Recesinhos. (muito melhor ah?). Fomos levados por um único caminho de terra, ou de lama e gelo, mesmo para o centro da população, para a antiga Escola de lá, gentilmente cedida pela Câmara de Baião (já valeu a pena o Miguel começar a namorar…).

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Anda alguém, pela noite de breu à procura, (...) desbravando os caminhos do pão

Era ainda tempo de tardes mais longas, o meridiano de Greenwhich ainda não tinha ditado o início do escurecer às 16h, de maneira que sair do Porto às 16h30 para rumar a Sejães, Oliveira de Frades, ainda ia muito, muito a tempo... como variados e numerosos mails fizeram questão de me explicar...
A nossa viagem para Sejães destinava-se a:
a) conhecer o Portugal profundo
b) perdermo-nos com o via michellin à frente dos olhos
c) apanhar castanha
d) participar num peddy paper, cujo título era “O Pão”
Se responderam seleccionando todas as alíneas, têm direito a ganhar a nossa montra de prémios!!! *... porque sim, fizemos tudo isso, embora quando partimos apenas fossemos a contar com a alínea d), o que retrata bem a maravilha das nossas viagens - trazem sempre bónus!
Estavamos portanto a sair da A25, em direcção a Vouzela / S. Pedro do Sul, para chegarmos a Oliveira de Frades, e o via michellin, que dava conta de inúmeras placas pela estrada, teimava em não reflectir o que nós viamos, ou seja, placas nada! Quase chegávamos a Vouzela quando alguém achou por bem ligar o GPS (em certas alturas também conhecido como Artur) e descobrir afinal para onde era o caminho... após finalmente atinarmos com o caminho para Oliveira de Frades faltava só descobrir aquela cortada mágica para Sejães... e foi aí que entrou em acção outra táctica geralmente muito usada quando queremos perder-nos: perguntar ao solicito transeunte... que tratou logo de nos ladrar (não é piada, o homem latia mesmo) para irmos por ali até lá baixo e depois virar par cima e não tem nada que enganar, é sempre por lá baixo, ou melhor, acima....
Quando finalmente chegamos a Sejães pensávamos que já iamos atrasados para o peddy paper... mas afinal chegamos foi cedo... duas horas mais cedo!!! Havia que entreter o tempo até ser hora de soar a partida, vai daí fomos em busca da castanha, motivados por um primeiro passeio donde chegaram bolsos carregados até mais não do precioso fruto... e lá encontramos um castanheiro que tinha docemente deixado cair os seus ouriços na terra... terra que pertencia a alguém com certeza... mas nós a caminho de Santiago já tinhamos mostrado que temos um conceito de propriedade privada um tanto ou quanto alternativo, consoante tenha ou não fruta à mão... reza a lenda que voltamos para o carro com 7, não, 8 kg de castanha!!!... infelizmente, tal como grande parte das lendas, acabou por se descobrir que tinha o seu fundo de verdade... mas era só o fundo mesmo...


E finalmente a tão desejada hora! as instruções para o peddy paper e a inscrição da nossa equipa já estavam ok, cada equipa ia partir com 3 minutos de intervalo da outra e... 3 minutos? mas quantas equipas tem esta porra? afinal parece que de 3 em 3 minutos ainda íamos ficar à espera mais uma boa meia hora... tempo em que aproveitamos para... ir à fruta! (em equipa que ganha não se mexe tá?)... desta vez diospiros porque já se fazia hora de jantar e afinal já tinhamos 8 kg de castanha!

Barriguinha composta para alguns, ar de asco para outros, agora sim, iamos arrancar! E a primeira paragem começou logo a nosso gosto: a prova, como bem diz o nome, era beber a uma malga de vinho! Tinhamos uma malga para cada um dos elementos da equipa... quem bebe bebe, quem não bebe, dá a beber... é que é mesmo de provas assim que a gente gosta... e de ter gaijas que não bebem na equipa!

Lá continuamos sempre atentos, estilo escuteiro alerta... tão atentos, tão atentos que até conseguimos fazer duas provas da folha do peddy paper que ainda não nos tinham dado! A gente é muito à frente!... pensam vocês... mas, de facto, é mais assim... a prova consistia em apanhar figos numa figueira por onde passamos... ora desde quando é que a gente precisa de instruções para apanhar fruta?! Por sorte houve quem quisesse levar alguns figos para casa e vai daí ficamos logo com metade do trabalho feito... a outra metade do trabalho foi convencer a gaija que queria levar os figos para casa a separar-se de um deles...


Depois chegou o primeiro ponto de discórdia... esquerda ou direita? direita ou esquerda? fomos pela direita e ainda bem porque... irmãos a gente viu a luz! De volta aos caminhos de escuridão por onde andávamos, era tempo de começar a descer para o rio... pelo caminho já tinhamos recolhido a espiga e o grão do milho, estava na altura de chegar ao moinho para ver a maravilha da técnica a funcionar... ainda durante a descida foi altura do momento zen... apaga a luz, apaga a luz... deixa que esta atmosfera te envolva, deixa que os teus sentidos te guiem, avança no escuro, sem medo!... olha lá, vocês acham que a gente assim sem lanternas vê as pistas? ah uhm... pois se calhar não...

Quando finalmente avistamos o moinho fomos recebidos por uma menina de olhos muito doces... e dotada de visão raio-X! Tratou logo de nos levar atrás do moinho, para vermos a área que ia ficar submersa quando a barragem que estão a construir ficar operacional... para vermos... enfim... ela parecia ver alguma coisa, a gente via a escuridão à nossa frente e pra mais não dava... por falar em barragem que estão a construir.... sabem que rio é este, que passa na aldeia de Sejães, sabem? ah, pois não sabem... Mas para além de termos que pôr o nosso grão a dar farinha ainda tinhamos que resolver um enigma... assim um daqueles puzzles com cordas e peças de pôr e tirar... e teriamos conseguido.... se tivessemos tido mais tempo... e mais mãos...
Estando nós lá em baixo ao pé do rio só nos restava subir para continuarmos em prova. Como é costume os santos ajudarem à descida nós achamos por bem pedir ajuda à santa para a subida... o problema é que outras equipas que por lá tinham passado primeiro acharam que a coisa ia correr melhor, não só se pedissem ajuda, mas se levassem a santa mesmo... Mesmo assim ainda conseguimos chegar até bom porto, que é como quem diz à famosérrima igreja de Sejães, onde a organização se esforçou por agradar a quem já estava com fome e com sede de tanto percorrer Sejães by night... lá fomos ver a belíssima igreja e aprender sobre o seu santo padroeiro, a sua pia baptismal e as suas 8 ou 9 pombas da paz, dependendo do ponto de vista!

Agora com a segunda parte das instruções na mão era altura de voltarmos a Sejães city e de nos esmerarmos na prova serenata ao luar! A organização até tinha viola e capa pousadinhas no chão, para os trovadores mais dotados: os nossos! Lá brilhamos que nem umas estrelas a cantar a Linda Donzela... até à parte do refrão... depois disso nada... silêncio... adeusinho à linda senhora que estava, não na janela, mas na varanda da casa, e lá continuamos ladeira acima, com o nosso trovador de serviço a dizer é pá esqueci-me do resto da letra! ora aqui convém referir que havia quem nessa noite estivesse afónica... assim tipo não dar pio mesmo... mas nessa altura achou por bem arranjar assim um restinho de cordas vocais pra dizer que eram os cabelos ondas que o vento leva pó mar! ó seu apedeuta! o trovador de serviço não gostou, deu meia volta, e disse vamos lá cantar o resto!... e fomos mesmo... linda donzela, tal e tal, refrão tá bem, engata logo nos cabelos que agora já sabemos a letra... e os acordes? como é que eram os acordes desta parte? ... ai a porra! ... o que valeu é que depois disto tudo fomos a equipa com mais pontos nesta prova! (também verdade seja dita, viemos a descobrir que houve quem cantasse o malhão!!!) ... o que não valeu foi que depois disto tudo, o sucesso foi tanto, que tivemos que cantar a musiqinha mais 7456 vezes...
A cantoria deixou-nos outra vez com sede, e por isso veio mesmo a calhar que a prova seguinte fosse na cozinha da dona Juju! ... a rapidez destas equipas estava a fintar a organização da prova, de maneira que foi preciso esperar um bom bocado até a equipa anterior libertar a cozinha... tempo esse em que aproveitamos para realizar o sonho que a dona Juju tinha desde o início da noite, altura em que começaram a bater-lhe à porta uns seres estranhos e, acima de tudo, com umas luzes na cabeça, tão giras, mas tão engraçadas! ai que a dona Juju nunca tinha visto uma coisa daquelas! Lá dentro fomos premiados pelo tempo de espera... para além do vinhinho e dos biscoitos, a cozinha da dona Juju era perfeita para a caça ao tesouro que se seguiu! Arranja fermento, arranja sal... arranja ainda maneira de saber quem é o pai do tio do primo que é irmão da avó e quantos fósforos é que são precisos para construir 5 quadrados... ufff... saimos de lá outra vez com a sensação que teríamos feito melhor se tivessemos tido mais tempo... e mais cérebros?

O peddy paper estava a acabar mas havia ainda festa rija em Sejães nesse dia... porque a dona Olinda fazia anos! e nós como convidados da terra, lá fomos dar os parabéns e levar uma prendinha... uma prendinha muito ao nosso gosto, que nos orgulhamos de oferecer em todos os aniversários (quer o povo queira quer não...) e uma musiquinha a condizer, a nossa raposódia de parabéns, certo? ... errado!... é que entretanto a notícia da nossa performance a cantar a Linda Donzela já tinha corrido Sejães, de maneira que toca a ajoelhar no chão, e a mostrar à dona Olinda toda a melodia da nossa voz (até os afónicos tá?)... foi bonito de ver... a dona Olinda até lacrimou... Para recompensar mais esta cantoria (eu sei que me repito mas não posso deixar de o dizer) à saída da dona Olinda mais vinho e pãozinho acabadinho de sair do forno!
Estava na hora de acabar e regressamos à base, que é como quem diz ao local onde a comida e a bebida estavam à nossa espera! Agora a fome já era pouca, mas lá conseguimos, engulir um caldinho verde, e usar um quadrado de aletria para empurrar outro quadrado... a organização atarefava-se a contar pontos e a fazer quadros classificativos... e enquanto se espera... porque não cantar mais uma musuiquinha? não sei, assim qualquer coisa que ainda não tivessemos ouvido hoje... qualquer coisa assim como a... Linda Donzela?
Já vinhamos embora, com a promessa de voltarmos para uns passeios durante o dia, uns pic-nics e assim, quando alguém dá por falta do telemóvel... onde está? onde não caiu?... tudo se resolveu e o telemóvel lá apareceu... e a viagem de volta
foi silenciosa...

Texto da autoria de Cocas a Doutora dos Blumes

domingo, 26 de outubro de 2008

bora ao paintball e cantar os parabéns!!!!


Pois é....25 de Outubro... Mais uma vez o Iglô esteve em festa em tão pouco tempo...e como gostamos nós de festas!!! :)

Desta vez o local de toda a festa foi em Pinheiro da Bemposta na Quinta do Barral, sítio de acessos e beleza únicos... com uma vista panorâmica que se estendia para além do farol da Barra, que fica a cerca de 30km de lá...

Antes de cantar os parabéns havia uma outra actividade... Paintball, já alguém jogou? Enquanto que alguns já tinham experimentado, noutras ocasiões, a adrenalina do Jogo, outros iriam experimentar tudo o que envolve o paintball...entre tiros e balas, escorreganços...

As equipas não foram definidas previamente, mas quando se deu por ela já haviam duas equipas quase que formadas devido aos fatos que se foram vestindo e que eram de cores diferentes: os canalizadores, segundos uns, e os outros...

o material era todo a estrear e, segundo os organizadores, as novas armas eram muito certeiras... como se pode constatar durante o Jogo...

E eis que se começou a jogar... o primeiro jogo foi um dos que mais emoção teve para alguns... foi o primeiro impacto com o rastejar para alguns e andar de cócoras para outros, o fala baixinho para uns e o dá ordens alto para outros, o esconde esconde, os balázios que se ouviam passar ao lado até que alguns acertavam...

Depois disso foi mais do mesmo, mas cada vez com mais técnica e mais pontaria ás vezes até em sítios que se imaginariam impossíveis de acertar, que o diga a Cláudia que quase comeu uma bolinha de tinta inteirinha.. hehe

e passaram rápido as 3 horas de jogos e de "mortes". Resultado visível, satisfação pelo prazer do jogo, juntamente com pisaduras, picos no rabo, arranhões, mais pisaduras e o pinhal todo marcado de amarelo.... mas depois do jogo ainda houve tempo para matar novamente o Miguel, porque parece que ele estava a pedir, he he.

Todos suados, sim, porque o paintball é um desporto onde se queimam muitas calorias...foi tempo de ir à fonte/tanque passar um pouco de água para disfarçar ou cheiro...menos mal cheirosos e outros de roupa mudada, foi tempo de preparar o lanche/jantar onde estávamos a contar com o trabalho do rei do churrasco... mas digamos que ao inicio o rei, ou "princesa" como foi intitulado in loco, estava muito preguiçoso; aliás até começou muito mal a tarefa para a qual tinha sido incumbido porque não veio preparado de casa com a ferramenta que lhe tinha sido oferecida... mas depois lá quis dar jus ao seu nome e fez-se ás fêveras e às salsichas, picantes, com o auxilio de dois ajudantes.

Sem dar por ela o tempo foi passando, já na companhia dos que não quiseram perder a festa mas vieram mais tarde, e eis que eram nove menos dez , 20:50, quando se ouviram os morteiros de fogo de artifício a celebrar o 25º aniversário da Natália ao som dos parabéns do Iglô.

Depois foi tempo de comer o bolo de aniversário para dar boa sorte, uma serenata ao escuro, e entregar/abrir as prendas e por a conversa em dia...


No fim da noite, alguns já cansados rumaram a casa e outros ainda foram para albergaria, ver Polk ao Vivo, para a praça pública... e praça pública não é um sítio ao ar livre como julgavam alguns....

e pronto, este ano já lá vai, mas o Iglô quentinho deseja que haja mais festas de aniversário destas e deseja os parabéns à Natália!!!!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

II Manifestação Ambiental no Rio Douro

fresco e fofo, acabadinho de chegar ao Iglô Quentinho....Ei-lo, o video da II manifestação ambiental no Rio Douro que aconteceu nos dias 28 e 29 de Junho de 2008...e porque nós gostamos muito, os parabéns aos ecoclubes!!!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O dia de Glória do nosso blog!!

Venho por este meio informar todos os Amigos do Iglô e todo o mundo cibernautico que hoje o nosso blog foi uma verdadeira estrela no fantastico mundo a que chamamos Internet.

Todo o mundo acorreu ao nosso blog para dar uma vista de olhos, desde a California até à Australia ( nos States somos mesmo um sucesso!!), como podem comprovar por este mapa mundo que o nosso contador de visitas nos faculta.



Resumindo e concluindo o mundo está com os olhos postos no nosso Iglô e certamente que viver cada aventura e desventura dos AMIGOS DO IGLÔ.....

Obrigado Mundo, pela vossa confiança.

E citando a figura do momento, Barack Obama....

YES, WE CAN....

P.S: A peta do Obama é mesmo para tornar o nosso blog ainda mais visitado...lol..não resisti!!!

A Anja do Iglo



E não é que a nossa mais letrada igloense vai estrear-se num segundo início de ano lectivo?

Como ela própria diz, a sua estrelinha brilhou!!! E agora poderá empregar os seus dotes ensinatórios muito mais perto de casa e contando tempo de serviço completo!
(a gente não sabe bem, bem o que isto significa mas sabemos que os profs quando dizem "tempo de serviço completo" assim tudo juntinho, numa mesma frase, soltam uma lagrimita...)

nós no Iglo ficamos a torcer! Não haverá farturas, é certo, e ainda bem, pois temiamos que o "engulam" pudesse ainda surgir como acto reflexo... mas haverá muitas outras formas de comemorar!!!

Para já ficamos a torcer para que os anjinhos não se revelem umas pestinhas!!! Vai lá mulher! You can do it!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

La la la Bonsai 2- Doutora Mafalda 0

Não é que nós no Sábado passado fomos chiques?! Se bem que nos deviam ter informado bem acerca do caso para irmos todos bem aprumados a rigor. Uns ainda foram avisados para se arranjarem melhor (para dar Boa impressão aos outros convidados) Não, foi um jantar onde nos reunimos à volta da Doutora Mafalda e suas demais amigas (desculpem, amigos…)… La fomos ao "Vintage".

Era uma mistura de culturas e de experiências (digna de uma Doutora Mafalda,, mesmo ao seu jeito) Então,, estava o pessoal do Gas Africa, da PU, seus amigos da Faculdade… e agora a parte mais pessoal (sim,,, para dar mais ênfase), a Sara amiga do mestrado e a Manuela amiga do ciclo… enfim… Como se pode ver, eram só grandes personalidades. O mais impressionante é que existem pessoas que gostam, convivem, (aturam) da Mafalda há muito tempo...ou então não (esta foto diz muiiito)

Passado o primeiro impacto, diga-se positivo, para quem chegou por último àquele local quase imaginário, em tons vermelhos, amarelos , brancos e cinzentos, chegou o momento de fazer aquilo para que fomos convidados: comer!! Não, ,, estamos a ser demasiado broncos… é que anexado ao convite vinha logo a ementa, sim (uma coisa mesmo séria)… Deste modo, estava tudo em pulgas
(com ruídos estranhos na barriga e tudo) para se saber dos filetes com molho de maracujá e dos peitinhos de frango. Claro que antes houve alguns roubos de pães quentinhos e sangria.
Algumas notas menos positivas quanto à recepção destas iguarias: "Ehehhe os meus peitos são maiores que os teus"; "… que prato grande… isto parece uma ilha aqui…"; "psst psst,,, pessoal vamos ao Mac?! Aquilo fecha às 2.. Não é nada… é às 4!!"

Entre outras coisas peculiares… o certo é que à medida que o jantar avançava e a degustação lá ia devagarinho, as vozes se foram calando (pelo menos estas) e surgiram (ou continuaram) os risos, as gargalhadas e as piadas!

Entretanto chegou o momento de dar as lembranças à sô doutora.. pois é.. um grande e lindo Bonsai, uma colar (que parecia armadilhado,, a dada altura desmoronou-se) e um texto, em pergaminho) coisas bonitas e sobretudo significativas para a menina dos bolumes…


A noite continuou no espaço ao lado, com a noite vodka preta...ai e tal há prémios ...mas já n há gorros ... la pedimos as vodkas afinal só já havia pulseiras e bolas ...nada de gorros e mochilas... (glu glu glu)

e ir pa night?...despacharam os gaijos e as gaijas com afazeres matinais e lá foram...depois de uma entrada em grande (afinal estava difícil pa entrar...)"sou eu e mais estas 3..." e mais nada... dance, dance and dance (qd vamos embora?)...beber? nah nem toda a gente conseguiu beber...enfim...é a vida e a noite acabou cedinho... ainda foi visto um senhor cuja despedida de solteiro o deixou de calças na mão, enfim... não, na mão não, foi mais quase nos pés...eheheh


ai e tal Parabéns Mafalda

E obrigada pelo jantar requintado em loiça da vista alegre...houve recuerdos

Texto Julio, o sério... Cláudia, o abacalhado...

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Apesar de tudo .... Parabéns Sandra!!!!

O calendário aproxima-se vertiginosamente do final do mês de Setembro, e as actividades secretas e intimidatórias dos igloeiros, sobem exponencialmente o que provoca um alvoroço próprio da aproximação de mais uma data importante para o nosso clã!!!

O ambiente é preparado ao pormenor, e tudo está pronto para mais um cumbibio ( sim, um cumbibio!!!) e desta vez num sitio nunca antes explorado, a casa nova da familia Vieira....para festejar o aniversário de uma menina a quem um dia chamaram Isabel, Sandra Isabel.


A nossa viagem a esse novo mundo começou pelo reconhecimento do novo territorio que tinhamos tomado de assalto. Depressa descobrimos a localização do novo albergue do Iglô, que por motivos de segurança terá que continuar incógnito, assim como do estúdio dos Amigos do Iglô Produções. Definitivamente ficamos apaixonados pela terra à tanto tempo prometida...

Voltemos ao Cumbibio.... desta vez quem foi chamada a testar os seus dotes de cozinheira foi a aniversariante Isabel, Sandra Isabel que mais uma vez nos surpreendeu com os seus dotes culinários... Um repasto digno de Reis, preparado cuidadosamente na Confeitaria Real (acham isto possível??)....

e lá estavamos a disfrutar daquele fabuloso sofá ( ja reforçados com as N&N!! que entretanto chegaram ...CENSURADO...) quando bateu a meia noite, hora de cantar os parabéns ( e desta vez sem abraços e beijos do elemento canino do Iglo..) à nossa aniversariante.

Após cumprir todas as tradições que um aniversário exige seguiu-se o momento que todos suspiravam... A Isabel, Sandra Isabel tornou-se Igloeira...mais do que nunca ela sentiu perto o seu melhor amigo, o Vitinho...ela ainda duvidou dos poderes dos restantes igloeiros, mas sim o Vitinho tava ali presente...

A noite caminhava rapidamente para o fim, mas há sempre tempo para mais uma dança... são dadas todas as condições à nossa bailarina de serviço, a roupa a condizer e apropriada ao estilo musical, tá tudo pronto para um grande espectaculo...mas eis que algo acontece... a bailarina recusa se a actuar...ninguem quer acreditar mas ela está irredutivel....

Sim, ficarás eternamente a dever uma dança a todos os Amigos do Iglô, que tanto se esforçaram por te proporcionar esse momento de brilho...

Por isso,

E Apesar de tudo... Parabéns Sandra!!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O Iglo nos Caminhos de Santiago | Etapa 5


E eis que era chegado o dia de chegar a Santiago! A pressão para estarmos lá a tempo de engatar a missinha fizeram com que nos levantássemos mais cedo, apesar de a etapa ser mais curta... 14 kms pelos nossos mapas, 17 kms marcava a 1ª vieira que encontramos... definitivamente este caminho encolhia e esticava a um ritmo que não era o nosso!


Nesta última etapa as ocupantes da nossa vda iam fazer-se ao caminho connosco! Partimos, portanto, com cuidados redobrados, até porque o céu, carregadamente negro, ameaçava trovoada das bravas. E dito e feito, ainda Sigüeiro se avistava na curva da estrada já nós faziamos a 1ª paragem técnica para colocarmos os impermeáveis, ou na falta deles, outras indumentárias igualmente desapropriadas... isto porque para o dilúvio que se seguiu não havia indumentárias apropriada que nos valesse... as palavras falham na hora de descrever os 30 minutos, que pareceram 3000, em que fomos fustigados por chuva e vento, ao som de trovões e clarões de relâmpagos que rebentavam em cima de nós com uma precisão cronométrica. E quando as palavras falham, ficam as imagens... a gente já tinha tido oportunidade de apreciar em Santiago 427 mil modelos de t-shirts do peregrino, com variantes do tema lluvia... mas nunca pensamos que fosse isto...


Após uma eternidade (acreditem que não só nos pareceu isso como de facto o foi!) um arco-íris veio selar connosco o compromisso de chegarmos a Santiago! E o sol raiou o suficiente para podermos secar durante resto do caminho!


Mesmo depois da melhoria das condições climatéricas, a etapa revelou algumas dificuldades... comme d’habitude a última etapa é a mais pesada... e vulgarmente apelidada de “Etapa da Manca”! Como continuavamos com a moral em baixo (debaixo do peso da roupa molhada que ainda trazíamos) não foi nada fácil sermos ultrapassados, novamente, pelos peregrinos zaragonenses, que pareciam ter recarregado baterias directamente a partir do raio do trovão...


E para alterar esse baixo estado moral nada melhor que uma paragem técnica para recompor as forças... aonde, aonde? bem juntinho a um monte de gigantescas amoras! e para quem não é assim tão fã das amoras ainda houve a oportunidade de ir apanhar morangos, mesmo junto à nacional que liga Sigüeiro a Santiago... é o chamado gato escondido com rabo de fora, só que neste caso ainda era pior porque o dito gato tinha uma CAMISOLA ROSAAAA! prémio apanha de morangos!!!!


Apesar do sol raiar, as nuvens ameaçadoras que se tinham concentrado sobre nós durante o início do caminho continuavam a emprestar uma cor negra ao céu, e estavam a dar uma luta feroz a qualquer incauto raiozinho de sol que se atrevesse um pouco mais em direcção à troposfera. A realidade parecia assim saída directamente de um filme do Tim Burton, e mesmo a chegar a Santiago, seres estranhos, de 4 e por vezes mais patas, podiam ser vistos a desafiar a nova intempérie que sobre nós se abateu, muito bem camuflados, tão bem, mas tão bem disfarçados, que quem não soubesse diria tratar-se de um toldo verde ambulante...


a chuva toldava a visão e o facto de os postes saltarem prá frente de quem procurava avançar até Santiago também não ajudava nada a chegar ao fim do caminho!


A chegada à meta (leia-se à Plaza do Obradoiro) foi feita já em cima do soar do gongo! Ainda houve tempo para tirar a foto da praxe, ainda houve tempo para contemplar a fachada da catedral e maravilharmo-nos mais uma vez com o facto de termos chegado, mas a missinha, a ser engatada, era agora ou nunca, de maneira que centramos o nosso olhar, durante a hora seguinte na bela poça de água que deixamos debaixo de nós na catedral...


Era já hora de almoço, quer pelo nosso horário, quer pelo espanhol, e havia quem estivesse com vontade de chegar ao kebab antes de todos os outros, certamente fruto da quantidade de vezes que durante o caminho tinha tentado ganhar uma etapa... até que tivemos de lhe explicar que agora a cena de ganhar etapas tava off... se queria ter ganho era antes ter dado à perna, agora azarito...


Esta menção ao horário espanhol levou-me a certas reminiscências, confidências pessoais que aqui partilho, pois um dos luxos a que me dei durante o caminho foi o de deixar o relógio e o telemóvel na mala da vda... mas por vezes, a força do hábito sobrepunha-se, e lá me saía a incontornável pergunta: “que horas são?”... que quase invariavelmente era respondida com outra pergunta, pelos vistos não menos incontornável: “em Espanha?”... pois claro que é em Espanha!!! nós estamos em Espanha!!! e depois é este povo, que parece que sofre de jet lag de uma horita, pelo menos a avaliar pela forma como fala do fuso horário, que ainda se dá ao luxo de gozar quem, em cima de pontes, se julga momentaneamente em pátria lusa e pergunta candidamente: “já chegamos a Espanha?” mas reminiscências à parte... feita que estava a escala obrigatória no kebab, visto que dois Igloeiros já tinham tido oportunidade de cumprir a tradição do Burguer King, era altura de recuperarmos a outra vda, que tinha ficado uma semanita em Santiago e o super 5! Para compensar o facto de termos deixado a outra vda triste só e abandonada, tivemos o cuidado de alugar instalações em hotel de luxo! A coisa a princípio ameaçava ficar um bocado cara... mas depois, a regularidade da estadia e a beleza da nossa vdazita deram mostras de enternecer o coração de gerentes empedernidos... de forma que achamos que se só a fossemos buscar hoje ainda a tirávamos de lá a custo zero! A viagem até Sigüeiro, para trazer connosco a vda do caminho trouxe belas recordações da etapa que percorreramos...


E quando finalmente tinhamos connosco ambas as vdas e o super 5 rumamos ao Monte do Gozo onde ciganamente nos instalamos 9 em quarto de 8!... a culpa foi do igloeiro que primeiro não vinha, e depois não ficava em Santiago, e que afinal não só veio como ainda ficou!... ainda houve quem tentasse connects noutros quartos, como trabalho de, como direi, prospecção, para um outro blog... duma tal de seita... mas a moral e bons costumes ditaram que se era pa dormir às camadas uns em cima dos outros, então pelo menos que fosse com os nossos gaijos!


A noite prometia... mas ainda antes disso era altura de voltar a Santiago para as obrigatórias compras e espectáculos à gorra... sempre com muito AMOR!...


De regresso ao Monte do Gozo, a noite prometia... mas nada se comparava ao espectáculo que se viu cá fora! Trovões e mais trovões, raios e mais raios, céu rasgado de branco, céu rasgado de rosa, céu rasgado de laranja... do alto to Monte do Gozo, e até onde a vista alcançava, Santiago era uma hiper mega disconight que emitia exclamações ao ritmo de algum freak vj apostado em fazer história!


Alvorada no Monte do Gozo com muita e muita e muita chuva! Lá empacotamos tudo nas agora 3! vdas de serviço, e fomos em busca do tradicional pequeno almoço... como se não bastasse a chuveirada do céu, outro banho de água fria: o pequeno almoço da tradição teria de ser descontinuado... porque a casa já não existia (aliás nem a casa que se lhe seguiu se aguentou)... felizmente há mais tradições pró caminho do que aquelas que se veem à primeira vista e o igloeiro mor das tradições do caminho foi capaz de contornar este precalço...


Mais compritas e... Manolo que se faz tarde!... temos que admitir, por muito que nos custe após tão rasgados elogios que lhe tecemos anteriormente... o almoço do Manolo, comparado com o do Cortes não valeu foi nada! A barriga, mesmo assim, cheia, compras feitas, Santiago a ameçar esvair-se em chuva durante o resto do dia... lá nos dividimos pelos carros aos quais agora até já sobravam lugares e aproveitamos para ir relembrando o caminho português enquanto percorriamos a nacional 550, de volta a casa!


escrito por | uiulala